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Padre Robson e outros 17 se tornam réus por suspeita de desvio de dinheiro doado por fiéis
Padre Robson e outros 17 se tornam réus por suspeita de desvio de dinheiro doado por fiéis
Padre Robson de Oliveira se torna réu por suspeita de desvio de dinheiro doado por fiéis (Reprodução/Instagram)

O padre Robson de Oliveira e outras 17 pessoas se tornaram réus nesta quinta-feira (10) após a juíza Placidina Pires aceitar a denúncia feita pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO). Eles são acusados dos crimes de organização criminosa, apropriação indébita, falsidade ideológica e lavagem do dinheiro ofertado por fiéis à Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe).

A defesa do padre Robson de Oliveira disse que “nada mudou” após o início do processo criminal no TJ-GO: “Continuamos tranquilos. Nunca houve ilegalidade”. O advogado Pedro Paulo de Medeiros complementou que o TJ-GO decidiu, “por unanimidade, que não tem crime nenhum”, se referindo à decisão que bloqueava a investigação, a qual está em análise no Superior Tribunal de Justiça.

Ao receber a denúncia, a magistrada informou que aceitou a acusação do MP-GO, principalmente, “diante da existência de elementos probatórios acerca da materialidade delitiva e indícios suficientes de autoria”.

Na decisão, a magistrada determinou ainda a devolução ao Ministério Público das mídias contendo o material apreendido durante a operação para a continuidade das investigações que o órgão entender necessárias. O promotor de Justiça Sandro Haldfeld explicou que os réus podem ser denunciados por outros crimes.

“Agora, há um primeiro processo com relação a fatos que já estavam maduros para o oferecimento da denúncia. Existem ainda outros casos e crimes em investigação, por isso, serão oferecidas novas denúncias sobre outros fatos”, esclareceu o promotor.

Denúncia

A investigação do Ministério Público, que veio à tona em agosto, chegou a ser bloqueada por uma decisão do TJ-GO durante cerca de 40 dias. Na última sexta-feira (4), o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Walter Carlos Lemes, destrancou a ação, permitindo que os promotores retomassem a investigação.

Três dias depois, na segunda-feira (7), o MP-GO denunciou o padre e outras 17 pessoas pelos crimes de organização criminosa, apropriação indébita, falsidade ideológica e lavagem do dinheiro.

A denúncia resultou da Operação Vendilhões, que cumpriu mandados em agosto deste ano para apurar o desvio dos donativos. De acordo com as investigações, o dinheiro foi usado para comprar bens como fazendas e casa na praia. Porém, deveria ser destinado para a construção da nova basílica, que ainda está em fase inicial de obras, em Trindade.

Os promotores de Justiça afirmam que o padre comandava a suposta organização criminosa e transferia grandes valores para empresas, com o objetivo de utilizar o dinheiro das entidades como seu, sem prestar contas nem se submeter às regras associativas. Inclusive, consta na denúncia que o sacerdote comprou uma casa para os pais, no valor de R$ 1,1 milhão, com dinheiro dos fiéis.

Fonte: G1

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