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Alerta

Gordura trans aumenta o risco de infarto e AVC em mulheres

Em 11/07/2018 às 17:20
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Alguns exemplos de alimentos que possuem a gordura trans são as margarinas sólidas ou cremosas, recheios de biscoitos, pizza congelada e pastéis (Foto: Divulgação)

Uma ingestão elevada de gorduras trans aumenta o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em mulheres. Esta é a conclusão principal de um estudo que incluiu mais de 87 mil mulheres que passaram pela menopausa. Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos afirmam que as mulheres consumidoras das maiores quantidades de gorduras trans apresentaram um aumento de 39% no risco relativo de um AVC.

O acúmulo de colesterol nos vasos sanguíneos culmina com todo um processo inflamatório, a aterogênese, que forma a placa de ateroma. A presença da placa de ateroma aumenta o risco de infarto e AVC. O cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor (Hospital do Coração), Dr. Leopoldo Piegas, esclarece que não há consenso em relação à quantidade máxima permitida na dieta. No entanto, recomenda-se que a ingestão de gordura trans deva ser menor que 1% das calorias totais do dia.

“As gorduras trans aumentam o LDL (colesterol ruim) e reduzem o HDL (colesterol bom). A principal fonte de gordura trans na dieta é a gordura vegetal hidrogenada, utilizada no preparo de sorvetes cremosos, chocolates, pães recheados, molhos para salada, sobremesas cremosas, biscoitos recheados, alimentos com consistência crocante (nuggets, croissants, tortas), bolos industrializados, margarinas duras e alguns alimentos produzidos em redes de fast-foods”, explica Dr. Piegas.

Colesterol bom e ruim

A gordura trans aumenta o LDL (colesterol ruim) devido à supressão das atividades de seu receptor no fígado. Isto faz com que o LDL continue circulando no organismo, além de elevar o risco da doença arterial coronariana pelo depósito do colesterol na parede do vaso sanguíneo.  “Estudos científicos citam que após os 20 anos de idade, o receptor de LDL já diminui sua eficiência, assim como em mulheres no período pós-menopausa. O colesterol HDL, conhecido como o bom colesterol, porque auxilia na remoção das moléculas de colesterol dos vasos sanguíneos, é reduzido com a ingestão da gordura trans”, esclarece o cardiologista.

Quantidade recomendada

Não há recomendação de ingestão diária de gordura trans. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que o consumo máximo desse tipo de gordura deve ser menor do que dois gramas por dia. Segundo a OMS, um consumo de cinco gramas de gordura trans por dia aumenta em 23% o risco de doenças coronarianas, dano nos principais vasos sanguíneos do coração.

"O seu corpo pode dar sinais de que você está abusando das gorduras trans. Seus marcadores bioquímicos cardiovasculares podem estar alterados, como o perfil lipídico. Por isso, é primordial um acompanhamento regular e a realização de exames periódicos, para evitar ao máximo a ingestão de alimentos que contam com a gordura trans”, alerta Dr. Piegas.

Alimentação adequada

As gorduras trans são adicionadas com o intuito de prolongar a duração dos produtos, além de melhorar a consistência e a aparência. Alguns exemplos de alimentos que possuem a substãncia são as margarinas sólidas ou cremosas, recheios de biscoitos, salgadinhos de pacote e congelados, como salgadinhos de festa, ou pizza congelada, pastéis, macarrão instantâneo, sopas e cremes em pó, coberturas, sorvetes, pães, alimentos pré-assados ou fritos, bolos, tortas, pipoca de micro-ondas, dentre outros alimentos industrializados.

Uma dica para evitar a gordura trans é comprar os produtos frescos e realizar a preparação e o processo de congelamento, se necessário, em casa. "A verificação do rótulo do produto é fundamental para escolher aqueles com menor conteúdo de gordura trans. É importante ficar atento à lista de ingredientes, nomes como gordura hidrogenada e gordura parcialmente hidrogenada", finaliza.

Fonte: Diário do Nordeste

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