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56 recomendações

OMS divulga novas diretrizes sobre os cuidados no parto

Em 02/08/2018 às 16:30
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A OMS recomenda oferecer a gestante a possibilidade de tomar decisões, quando ela necessita de intervenção médica, sempre respeitando o consenso com a família (Foto: Reprodução)

A Organização Mundial de Saúde (OMS) liberou, recentemente, uma publicação denominada "Intrapartum care for a positive childbirth experience", contendo 56 recomendações mais importantes para os cuidados durante o trabalho de parto. Os dados foram reunidos em grupos e submetidos a uma comissão externa na qual a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (Figo) também estava representada. As informações são da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Os resultados diferem pouco da Diretriz Nacional de Assistência ao Parto, realizados pelo CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), construído com base nas diretrizes do NICE (National Institute for Health and Care Excellence). O foco é no trabalho de parto normal, com mãe e feto saudáveis, sem a intervenção médica.

A OMS também recomenda oferecer a gestante a possibilidade de tomar as decisões, quando ela necessita de intervenção médica, sempre respeitando o consenso com a família e a supervisão do obstetra. Segundo a organização, as expectativas pessoais e socioculturais da mãe, incluindo um ambiente clínico seguro para o bebê com o acompanhamento do pai e dos demais profissionais da saúde que participarão desse momento também devem ser observados. .

Benefícios do periparto

O fisioterapeuta belga e Doutor em Ciências da Motricidade, Marcel Caufriez, propõe técnicas para ampliar os cuidados com a mãe e o bebê, com exercícios posturais, respiratórios e na região pélvica, a partir do momento que a mulher está se preparando para a gravidez até depois do parto, método conhecido como periparto.

O período compreende as fases nas quais se requerem a intervenção de profissionais da saúde como os fisioterapeutas especializados que complementam o papel do médico e da parteira. São elas: o pré-parto, o nascimento e o pós-parto, estendendo-se este até oito meses depois do parto.

Na fase do pré-parto, introduz-se a aplicação de uma série de exercícios que pretendem normalizar a postura, o emocional da grávida, impedindo fatores de riscos no pós-parto. É a preparação para o encaixe e mobilização da pélvis para facilitar a passagem do bebê na hora do nascimento.

“O fisioterapeuta especializado, por seus conhecimentos de biomecânica pelviana, de técnicas físico-emocionais, pode ajudar a grávida a manter seu equilíbrio postural, pélvico e nutricional, preparando-a também para um trabalho físico- aeróbico,” reforça Claudia Dutkiewcz, fisioterapeuta e representante oficial de Marcel Caufriez no Brasil.

Já na fase do nascimento, usam-se outros exercícios do conceito Caufriez como facilitar a contração do útero e a passagem do bebê pela pélvis e permitir a rotação fetal a partir da inserção e dilatação completa, evitando posições inadequadas para o feto e diminuir a dor da parturiente e sofrimento do bebê.

Na última fase, o pós-parto, e até quatro meses, no caso de amamentação, a Ginástica Abdominal Hipopressiva- GAH, técnica mais conhecida de Caufriez, pode ser usada para a prática regular de exercícios cardiorrespiratórios, evitando-se tromboflebites e diminuindo os riscos de infecções uterinas.

Fonte: Diário do Nordeste

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