"Não são recomendadas novas interrupções das atividades escolares", afirma Fiocruz - Site Miséria 

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“Não são recomendadas novas interrupções das atividades escolares”, afirma Fiocruz
Órgão reitera importância da vacinação
Viviane Bastos
Escolas cearenses devem oferecer avaliações presenciais e remotas aos alunos, diz decreto estadual
Foto: Reprodução/G1

Na sexta-feira (24), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nota técnica reafirmando a importância da manutenção de aulas presenciais. O documento afirma que o controle da pandemia resultou, em 2022, na retomada das atividades presenciais nas escolas, constatando as consequências e prejuízos pedagógicos e psicossociais da pandemia de Covid-19.

A nota afirma que, no atual momento epidemiológico, não são recomendadas novas interrupções das atividades escolares.

O Grupo de Trabalho, no entanto, enfatiza que é necessário ter disponibilidade de testes para Covid-19 na comunidade escolar e recomenda que seja dada prioridade à vacinação (doses de reforço) aos trabalhadores da educação.

De acordo com os pesquisadores, “decorrido todo este tempo de convivência com períodos de maior ou menor transmissão do Sars-CoV-2, pode-se afirmar que as atividades presenciais nas escolas não têm sido associadas a eventos de maior transmissão do vírus”.

Segundo o grupo, “a detecção de casos nas escolas não significa necessariamente que a transmissão ocorreu nas escolas. Em sua maioria, os casos são adquiridos nos territórios e levados para o ambiente escolar. Nesse sentido, a experiência atual, comprovada por estudos científicos de relevância, revela disseminação limitada da covid-19 nas escolas”.

Dados da vacinação no país

O documento informa que em 21 de junho, o Brasil apresentava 77,8% com ciclo completo de vacinação da população total e 85,5% para a população elegível acima de 5 anos. No entanto, somente 46% com ciclo completo (todas as doses de reforço) da população total e 55% da população vacinável com reforço acima de 12 anos.

Na faixa etária entre 5 e 11 anos, há 13.056.571 (63,69%) de crianças com a primeira dose e somente 7.967.345 (38,86%) com a segunda dose, números aquém do necessário para uma imunização coletiva completa.

Segundo os pesquisadores, essas informações revelam um maior risco para internação, gravidade e morte relacionadas aos não vacinados completamente.

A nota diz que, pelas características da doença, padrão de disseminação nas diferentes faixas etárias e efeitos da vacinação, é possível afirmar que a transmissão de trabalhadores para trabalhadores é mais frequente do que a transmissão de alunos para trabalhadores, trabalhadores para alunos ou alunos para alunos.

Com informações da Agência Brasil

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