Rhonita, Dawna e Christina foram assassinada após ataque de criminosos no México - Reprodução/Redes Sociais
Foi preso nesta terça-feira um homem suspeito de ter participado do massacre que terminou com a morte de nove pessoas da família LeBarón na fronteira do México com os Estados Unidos na segunda-feira. A informação foi confirmada pela Agência de Investigações Criminais do estado de Sonora, que comunicou ainda que o homem foi detido enquanto mantinha dois reféns em Agua Prieta, próximo ao local onde ocorreu o crime. Foram apreendidas com ele armas, grande quantidade de munições e carros.
O procurador-geral do estado de Chihuahua, Cesar Peniche Espejel, confirmou a prisão em uma entrevista mas não detalhou o envolvimento do suspeito no crime. Ele ressaltou que o recém-formado cartel de drogas “Los Jaguares”, oriundo do cartel de Sinaloa, pode estar por trás da tragédia. Autoridades dos Estados Unidos investigam também o envolvimento do grupo criminoso “La Línea” nos assassinatos.
— Depois da prisão do “El Chapo” o cartel de Sinaloa sofreu fragmentações. Esses grupos vêm crescendo perto da fronteira com os Estados Unidos e estão envolvidos com tráfico de imigrantes e de drogas — disse o procurador à rádio mexicana “Imagen”.
Três mulheres e seis crianças — duas delas bebês de apenas oito meses de vida — foram mortas quando viajavam de carro entre os estados de Sonora e Chihuahua. Oito crianças sobreviveram ao ataque. As vítimas são Rhonita Maria Miller, de 30 anos, e seus quatro filhos; Christina Marie Langford Johnson, de 32 anos — que salvou a filha, Faith, de apenas sete meses — e Dawna Ray Langford e dois filhos que viajavam com ela. O grupo vivia na comunidade mórmon La Mora, em Sonora.
Cada uma das mulheres viajava para encontrar familiares. A certa altura o pneu do carro de Rhonita furou e ela precisou parar e pedir ajuda. Um amigo da família estava à caminho para ajudá-la quando viu a explosão do veículo onde estava a mulher, causada pelos criminosos.
A polícia encontrou mais de 200 fragmentos de balas nas cenas dos crimes. Investigadores apuram mulheres e crianças foram confundidas com um comboio de uma organização criminosa rival em meio a um confronto entre integrantes de cartéis de drogas.
Integrante da família foi assassinado em 2010
Esta não é a primeira vez que os LeBarón são envolvidos incidentes criminais. Em 2010, o irmão e o cunhado de Julian foram mortos em uma aparente revanche após forças de segurança mexicanas prenderem traficantes. Desde então, ele se tornou um conhecido ativista e líder da comunidade mórmon na região, juntando-se ao Movimento pela Paz e Justiça com Dignidade, contra o narcotráfico.
Os mórmons de origem germânica se fixaram no México na década de 1920, vindos dos Estados Unidos. O grupo se separou da Igreja de Jesus Cristos dos Santos dos Últimos Dias após a instituição banir a poligamia, no final do século XIX.
Fonte: Extra
