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Perigos costeiros

Erosão marinha deixa o Ceará em situação de alerta

Em 13/06/2018 às 06:50
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O impacto da erosão recai sobre aqueles que moram no entorno das praias ou têm comércio, pois o avanço do mar pode degradar os locais como no Icaraí (Foto: Reprodução)

O avanço do mar na faixa de praia e a ressaca que assolou Fortaleza há poucos meses, comprovam: o Estado está em alerta devido a erosão marinha, segundo o Ministério da Integração Nacional. De acordo com a vice-diretora do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), Lidriana de Souza Pinheiro, 40% do litoral cearense está com erosão instalada.

A erosão marinha acontece quando o mar está consumindo uma parte da praia, avançando na faixa de areia. Segundo o gerenciador do Ministério Costeiro Nacional, Régis Pinto, isso pode acontecer devido a eventos climáticos, como grandes tempestades e ondas, ou pela falta de sedimentos que vem pelos rios.

No Ceará, várias áreas estão com erosão costeira, como Itarema, Icapuí e a própria capital do Estado, Fortaleza. Segundo Lidriana, o importante é reordenar as áreas que não estão com erosão para que elas permaneçam assim. "Com o cenário de mudanças globais, a tendência é que esses processos se intensifiquem, então é muito importante que as praias sejam utilizadas de forma adequada", explica.

A representante do Labomar relatou, ainda, que alguns tipos de obras de contenção do problema devem ser feitas com muito cuidado e planejamento, pois ao tentar amenizar a erosão em um local, de forma paliativa, outro que não sofre com o processo pode vir a sofrer. O maior impacto da erosão vai para aqueles que moram no entorno das praias ou tem comércio, pois o avanço do mar pode degradar os locais, como foi visto na ressaca do mar em Fortaleza durante o mês de março deste ano.

Mapeamento

É preciso a elaboração de uma política pública para lidar com a situação, conforme afirmou o gerenciador do Ministério Costeiro Nacional. Segundo ele, um mapeamento indicando as áreas com erosão deve ser feito e em seguida mostrado para o Estado. "Para cada ponto de erosão, traça-se uma estratégia: ou faz uma obra, ou uma engorda de praia (colocar areia), ou uma proteção física e dizer em um planejamento territorial para empreendimentos se afastarem do local de erosão", argumenta. Para o Ceará, em especial a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), como Caucaia, as ocupações são um dos grandes problemas. Atualmente, segundo Lidriana, elas se localizam "praticamente na linha da água" e isso faz com que os sedimentos que deveriam ir para o mar fiquem aprisionados, impactando o ambiente costeiro e consequentemente a população local.

O Labomar já tem estudado propostas para levar ao Estado, segundo a vice-diretora do projeto. A intenção é propor algo que se encaixe nas necessidades do Ceará. Apesar de não haver perigo de eventos catastróficos no Estado, é preciso adaptar as praias do litoral para evitar futuros riscos.

Fique por dentro

Como o mar avança sobre as praias

A erosão marinha acontece quando o mar está consumindo uma parte da praia, avançando na faixa de areia. O fenômeno pode acontecer devido a diferentes eventos climáticos, como grandes ondas, ressaca do mar e tempestades, ou pela falta de sedimentos que vêm dos rios. Dessa forma, a areia que forma a praia, acaba não chegando ao mar, então ele vai subindo na praia devido ao déficit de areia. Assim, constantemente devem ter depósitos de areia chegando ao mar, se não tiver, o mar avança, seja pela falta de sedimentos ou aumento de nível da água.

Fonte: Diário do Nordeste

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