Cariri
Virou pó
Fóssil de dinossauro descoberto em Santana do Cariri pode ter sido destruído em incêndio no Museu Nacional
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Esqueleto fóssil completo de um raptor descoberto em Santana do Cariri pode ter virado pó com incêndio do Museu Nacional (Foto: Reprodução)

Por Alana Soares/Agência Miséria
Em 03/09/2018 às 13:15
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A Região do Cariri pode ter perdido uma de suas descobertas mais preciosas no incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, na noite deste domingo, 02.

O esqueleto fóssil completo do único raptor encontrado em território brasileiro, o Santanaraptor placidus, descoberto em Santana do Cariri, estava guardado para estudo científico no prédio incendiado da instituição.

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Outras espécies fósseis da região do Cariri também constavam no acervo paleontológico do Museu Nacional, entre peças inéditas de aracnídeos inteiros “únicos no mundo”, segundo informa o diretor do Museu de Paleontologia de Santana do Cariri, Sérgio Vilaça.

 


“Estamos apreensivos com a perda deste acervo”, Vilaça declara. “É possível que algo seja recuperado, uma vez que os fósseis estão em rochas, e talvez as chamas não tenham sido tão fortes a ponto de derrete-las”, diz o Diretor do Museu de Santana, sem muita esperança.

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A Universidade Regional do Cariri, responsável pelo Museu de Paleontologia, lançou nota nesta segunda-feira, 03, oferecendo solidariedade, apoio e pesquisadores para ajudar na recuperação de peças incendiadas.

O espécime Santanaraptor placidus foi descoberto em Santana do Cariri, em 1991, pelo paleontólogo Alexandre Kellner, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Há aproximadamente 20 anos pesquisadores da UFRJ, instituição parceira da URCA, tomaram emprestado o fóssil da região do Cariri para o Museu Nacional para fins de pesquisa. Atualmente o Museu de Paleontologia exibe uma réplica do dinossauro.

 

Havia o interesse por parte dos pesquisadores em pedir a devolução do espécime para Santana do Cariri, no entanto nenhum pedido formal foi oficializado.

O Museu Nacional, destruído pelas chamas de um forte incêndio, havia completado 200 anos em junho passado. Abrigava acervo imensurável de conteúdo histórico, natural, paleontológico, arqueológico e cultural. Seu prédio foi residência da família real e sede da 1ª Assembleia Constituinte do Brasil

O Museu Nacional, destruído pelas chamas de um forte incêndio, havia completado 200 anos em junho passado (Foto: Globo News/Reprodução)


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