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Estado crítico
Quase 60% do Ceará está no pior nível de seca, aponta relatório
Situação hídrica do Ceará vem se agravando há 5 anos. (Foto: Fabiane de Paula)
Em 08/01/2017 às 05:10

O baixo volume de chuvas no Ceará em 2016 contribuiu para o agravamento dos níveis mais críticos da estiagem no Estado. Conforme o Monitor de Secas da Agência Nacional das Águas (ANA), 58% do Ceará está em seca excepcional, que é o pior nível que uma região pode chegar segundo a escala da ANA.

O mapa de intensidade mostra que as regiões do Cariri e Sertão dos Inhamuns são as mais críticas. Além disso, as poucas chuvas que ocorreram no último ano contribuíram para intensificar a seca na maior parte do Estado, com destaque para ampliação da parte norte das áreas de seca extrema e seca excepcional.

Com o agravamento da estiagem, a Agência Nacional das Águas aponta que os impactos devem ser no curto prazo, principalmente para agricultura e pastagem.

Chuvas em 2016

Em 2016, o volume de chuvas no Sertão dos Inhamuns, onde estão localizada as cidades de Aiuaba, Arneiroz, Catarina, Parambu, Saboeiro e Tauá, foi de 478,7 milímetros, o que representa uma queda de 29,2% em relação à média histórica que é de 676,2 mm.

Já no Cariri, o desvio negativo foi um pouco maior: 30,2%. O volume observado naquela região no ano passado, que compreende os municípios de Abaiara, Araripe, Aurora, Barro, Brejo Santo, Campos Sales, Caririaçu, Crato, Juazeiro do Norte, Milagres, Tarrafas, Altaneira, Antonina do Norte, Assaré, Barbalha, Farias Brito, Granjeiro, Jardim, Jati, Mauriti, Missão Velha, Nova Olinda, Penaforte, Porteiras, Potengi, Salitre e Santana do Cariri, foi de 630,7 mm contra os 904 mm da média histórica.

De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), com cinco anos de precipitações acumuladas abaixo da média, os efeitos da estiagem são mais graves nas áreas onde é normal chover menos.

 

Volume necessário

Para atenuar os efeitos da seca, não existe um percentual exato, conforme a Funceme. No ano passado, mesmo com um período chuvoso abaixo da média, os mapas do Monitor de Secas mostraram uma melhora no quadro de fevereiro a maio. Porém, como as chuvas foram menores que a média histórica, a situação voltou a se agravar rapidamente na estação seca.

O órgão acredita que para uma recarga satisfatória, que evitaria o risco de colapso, seria necessário um volume de precipitações acumuladas de 450 mm divididos em dois meses consecutivos nas regiões onde estão localizados os maiores açudes. Atualmente, o Ceará possui apenas 6,6% da capacidade de suas reservas hídricas.

Pré-estação chuvosa

Neste ano, a Funceme já contabiliza registros de precipitações em várias regiões do Estado, mas adverte que essas chuvas não têm relação com a quadra chuvosa.

Conforme o órgão, as chuvas de pré-estação são causadas pela atuação e posicionamento favorável dos Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN), Cavados de Altos Níveis e influência de sistemas frontais. Esses sistemas meteorológicos são difíceis de prever em longo prazo.

Prognóstico

A divulgação do prognóstico da quadra chuvosa de 2017 no Ceará será no dia 18 de janeiro. A previsão para o acumulado de chuvas no trimestre fevereiro-março-abril será elaborada durante o XIX Workshop Internacional de Avaliação Climática para o Semiárido Nordestino, a ser realizado nos dias 16 e 17 de janeiro de 2017, na sede da Funceme.

Os meteorologistas do órgão adiantam que há uma forte tendência de neutralidade nas temperaturas do Oceano Pacífico Equatorial (nem El Niño, nem La Niña) durante a quadra chuvosa de 2017.

Essa indefinição no Pacífico aumenta a relevância da análise das diferenças de temperaturas entre o norte e o sul do Oceano Atlântico Tropical. Se a parte sul estiver mais aquecida, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) tende a se posicionar também ao sul da Linha do Equador, atuando de forma mais favorável às chuvas no Ceará. Essa análise, explicam os meteorologistas, deve ser feita bem próximo ao início do período chuvoso, dando mais confiabilidade à previsão.

Cenário nordestino

Conforme o relatório mais atualizada do Monitor de Secas, historicamente, no mês de novembro, o comportamento médio da precipitação no Nordeste brasileiro mostra que os maiores volumes de chuvas se concentram na faixa centrosul e oeste dos estados do Maranhão, Piauí e Bahia, onde os acumulados variam entre 75 mm e 200 mm.

Já os menores volumes, com acumulados inferiores a 25 mm, são esperados em praticamente toda a área dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e no extremo norte dos estados do Maranhão e Piauí. Nas demais áreas da região, os volumes de precipitação variam entre 25 mm e 75 mm.

Fonte: Diário do Nordeste

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