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Fim de carreira

Após 30 anos de atividades no Cariri o Subtenente Arruda protocola em Fortaleza pedido de ingresso na Reserva

Por Demontier Tenório
Em 11/01/2017 às 16:00
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Arruda deverá seguir para a Reserva como Tenente (Foto: Divulgação)

“Se fosse para começar tudo de novo não pensaria duas vezes e iria me comportar da mesma forma na qual concretizei o sonho de ser um policial militar”. A afirmação foi feita por Antônio Gilmar Araújo Arruda, de 53 anos, o Subtenente Arruda, ao protocolar esta manhã no Quartel do Comando Geral da PM em Fortaleza o pedido para o ingresso na Reserva. Foram 30 anos de dedicada atuação em prol da segurança pública principalmente no Cariri e, agora, aguardará 60 dias para ser promovido à Tenente e a “saída de campo”.

Ele nasceu no ano de 1963 em Fortaleza, mais precisamente no dia 25 de agosto que, coincidentemente, é consagrado ao Soldado em cuja condição começou no dia 6 de fevereiro de 1987 no Batalhão de Juazeiro. Depois, passou por Crateús, Caucaia e retornou à Terra de Padre Cícero tendo destacado ainda em Granjeiro, Caririaçu e Jardim. Foi Soldado durante 19 anos, além de oito com a patente de Cabo, três como Sargento e estava completando um ano como Subtenente.

Do seu primeiro matrimônio teve os filhos Bruno, de 28, e Felipe, de 19 anos. Atualmente é casado com a industriária juazeirense, Maria do Socorro Santa Dias, que trabalha numa fábrica de semi-jóias. Antes de seguir à Fortaleza, foi homenageado por colegas de farda no Quartel do 2º BPM quando até deixou um conselho: “Tudo que fizer, o faça com amor como se fosse para você mesmo. Trate as pessoas como você gostaria de ser tratado. O reconhecimento pode até não vir, mas você dormirá tranqüilo”.

Sempre disposto a combater o crime, o Subtenente Arruda até costumava dirigir conselhos aos que vivem à margem da lei e, assim, fez história deixando amigos por onde passou. “Saio do quartel, mas não deixo a polícia, pois estarei sempre à disposição da corporação”, declarou. O Coronel Paulo Hermann Macedo, Comandante do 2° BPM com sede em Juazeiro, declarou que, mesmo no pouco tempo trabalhando com o Subtenente Arruda, deu para notar “um homem íntegro e fiel à carreira que abraçou”.

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