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EXpectativa frustrada
Choveu pouco durante o feriado dedicado a São José
Chove pouco durante o feriado dedicado ao padroeiro São José (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)
Em 20/03/2017 às 06:30

Para o sertanejo, o Dia de São José, padroeiro do Ceará, é crucial para a quadra chuvosa. Diz a crença popular que, se chover no dia 19 de março, o inverno tende a ser próspero e a colheita no campo, farta. No entanto, após seis anos consecutivos de chuvas abaixo da média, o cearense terá que se apegar a outras superstições. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), entre as 7h de sábado e 7h de ontem, choveu em apenas 18 dos 184 municípios. O maior volume foi observado em Tamboril (32.6mm); seguido por Acarape (26mm) e General Sampaio (23.6mm).

A previsão para hoje, conforme a Funceme, é de nebulosidade variável com chuvas em todas as regiões cearenses no decorrer do dia. Embora as últimas horas tenham sido de poucas chuvas no Ceará, as três primeiras semanas de março foram marcadas por intensas precipitações, com registros superiores a 100mm em algumas localidades. Em 19 dias, a Funceme observou média de 156.9mm, volume que equivale a 77% da média história mensal, que é de 203.4mm. Até agora, as regiões do Sertão Central, Inhamuns e Jaguaribana são as com menor intensidade pluviométrica. O litoral tem apresentado os maiores índices.

Ideia falsa

Segundo Ubiratan Patrício, diretor de Planejamento da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará (Cogerh), a ideia que esses eventos chuvosos estão afastando o grave quadro de estiagem no Ceará é falsa. Ele até reconhece que houve melhoria em algumas localidades de forma pontual, no entanto, nas áreas onde estão concentrados os maiores e principais açudes que abastecem parte do Estado, a chuva pouco caiu. Fritz detalha que isso ocorre porque as chuvas têm sido localizadas e não abrangem todo o Estado de forma uniforme.

Dessa forma, o nível dos reservatórios do Estado segue preocupante. Conforme dados da Cogerh, o volume dos 153 açudes monitorados é de apenas 8.79%. Apesar de subir dia após dia de forma gradativa, o índice ainda está distante do que fora verificado no fim da quadra chuvosa do ano passado, quando o órgão registrou 11.9%.

Espera-se que o volume dos reservatórios suba até o fim do período chuvoso, quando finda maio, pois no segundo semestre do ano os eventos pluviométricos do Ceará são mais raros. Hoje, 122 açudes estão com volume abaixo de 30%, dos quais 44 se encontram no volume morte e 21, secos. Os três maiores açudes do Estado continuam com volume muito baixo. O Castanhão, maior deles, tem apenas 5.69%. O Óros está com 9.83% e o Banabuiú, quase seco, com somente 0.62%.

Fora os quatro açudes que estão sangrando (Acaraú Mirim, Caldeirões, Maranguapinho e Valério) outros dois (Curral Velho e Tijuquinha) estão com volume acima dos 90%. Ainda de acordo com a Cogerh, nas últimas 24h, foi registrado aporte em 54 açudes.

Fonte: Diário do Nordeste

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