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Terra fértil

Projeto Ouro Branco mantém viva a tradição do cultivo de algodão no Cariri

Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
Em 26/11/2017 às 10:00
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A intenção é que os agricultores do projeto possam vender todo o algodão produzido para a usina (Foto: Honório Barbosa)

O curso de Agronomia da Universidade Federal do Cariri (UFCA), mantém um projeto para o resgate da cultura do algodão entre os agricultores de Ceará e principalmente da região. O Ouro Branco é uma iniciativa do professor Sebastião Cavalcante de Sousa e faz parte do Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável do Cariri.

O primeiro encontro com agricultores promovido pelo projeto será em Várzea Alegre, na próxima terça, 28. A intenção, de acordo com Sebastião, é promover seminários para os pequenos produtores e mostrar possibilidades d plantio no Ceará. Será efetuado um cadastro dos interessados em receber as sementes para iniciar o cultivo.
 
Segundo o professor, a ideia do projeto, surgiu a partir da iniciativa da Embrapa Algodão, que já atua na revitalização da cotonicultura entre os agricultores. Além disso, o algodão tem características que se adaptam facilmente às condições climáticas e de solo do Ceará. “As chuvas no nosso estado são irregulares. O algodão suporta a irregularidade das chuvas e o solo seco e salino”, explicou.
 
O professor ressalta ainda a importância histórica e cultural do produto. “O Ceará, até 1985, foi o segundo maior produtor de algodão do Brasil, perdendo apenas para São Paulo. Com a praga do ‘bicudo’, os agricultores ficaram abandonados”, disse.
 
O projeto também conta com a participação de quatro estudantes do curso de Agronomia. Uma delas, a estudante Aline Lorrayne Ferreira de Melo, do 7º semestre, acredita que a iniciativa é uma maneira de ir além dos conteúdos aprendidos em sala de aula. “A gente estuda muito, mas nem sempre sai para ter experiência com o agricultor. Eu aprendi muito conversando com eles”, disse.

A intenção é que os agricultores do projeto possam vender todo o algodão produzido para a usina (Foto: Honório Barbosa)


Os estudantes também têm a possibilidade de receber, pela Embrapa, o nivelamento em Manejo de Solo, Manejo de Pragas, Manejo Cultural e Manejo pós-colheita, para ficarem habilitados a ministrar palestras aos agricultores.
 
O QUE JÁ FOI FEITO

O "Ouro Branco" iniciou em 2016 envolvendo negociações com as prefeituras de Várzea Alegre, Icó, Iguatu, Acopiara e Altaneira. Este ano, foram feitas visitas técnicas a uma área de algodão plantado em Iguatu na Embrapa e à usina da família Rufino, em Acopiara.

O projeto também participou da ExpoIguatu, despertando interesse dos agricultores do entorno. Além disso, a Embrapa doou para o Ouro Branco 25 kg de sementes da variedade BRSAroeira, resistente à seca, que renderam a plantação de 1 hectare e meio de algodão.
 
“Plantamos no espaço de dois agricultores em Várzea Alegre. As sementes dessa plantação vão servir para plantar outros 200 hectares”, destacou o professor Sebastião.
 
BENEFÍCIOS PARA AGRICULTORES
 
A intenção, de acordo com os organizadores  é que os agricultores participantes do projeto possam vender todo o algodão produzido para a usina. “Eles podem faturar, em média, R$ 6 mil reais em um hectare plantado, utilizando mão de obra familiar”, frisou. Chegando à usina, todo o algodão é aproveitado, da pluma à semente.

A estudante Aline Lorrayne explicou que a pluma tem diversos usos em hospitais, clínicas estéticas, em casa e também na fabricação de tecidos. Já a semente pode ser utilizada para fazer ração animal e extrair o óleo.

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