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Quadro chuvoso

Região do Cariri também registra precipitações fracas

Com poucas chuvas no mês de janeiro, em Altaneira, no Cariri, a Lagoa de Santa Teresa continua seca (Foto: Reprodução)
Em 01/02/2018 às 06:40

No mês de janeiro, é comum historicamente a região do Cariri cearense apresentar o maior volume de água. Entretanto, neste ano, as precipitações estiveram 26,6% menores que o normal, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Abaixo, inclusive, das macrorregiões do Maciço de Baturité e Litoral de Fortaleza.

As cinco cidades no Cariri que registraram o desvio negativo mais atípico foram Penaforte (-82,5 mm), Jardim (-64mm), Porteiras (-57,8mm), Brejo Santo (56,2mm), Santana do Cariri (-52,7 mm) e Altaneira (-52,5mm). Por outro lado, apenas três cidades na Macrorregião, acompanhada pela Funceme, tiveram chuvas acima da média: Granjeiro, Lavras da Mangabeira e Baixio.

Dá para notar sem muito esforço a ausência de chuvas, no começo deste ano, na paisagem do sertão. Em Altaneira, por exemplo, apesar de não sofrer com falta de abastecimento nas residências, a lagoa de Santa Teresa acumulou pouca água.

Na zona rural, os agricultores não plantaram as sementes recebidas pelo Governo do Estado, porque a terra está seca. "Choveu só seis dias em janeiro. A maior, 38 mm, no começo do mês. De lá pra cá, foi muito pouco. A expectativa dos agricultores é a quadra invernosa", explica o secretário de Agricultura, Antônio César Cristóvão.

A situação mais grave é em Jardim, que teve, apenas, 41 milímetros de chuvas no mês passado. Na comunidade Fazenda Nova, a 15 km da sede e vizinha de Cedro (PE), foi onde mais choveu, enquanto as demais localidades sofrem sem água.

"A chuva ainda não levantou a autoestima dos trabalhadores. Quando o dia não está nublado, já desanima. As sementes já foram entregues, mas a roça ainda está muito acanhada", afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município, Francisco Alves, conhecido na região como Chico Alves.

Ele explica que, há bastante tempo, a cidade tem dificuldades de abastecimento, já que seus reservatórios têm pouca água e, o pouco que têm, está poluído. Mas a presença de poços profundos e algumas fontes, no pé da Chapada do Araripe, aliviou a situação junto dos carros-pipa. "Tá muito fraco, ainda. As cisternas não pegaram água nessas chuvas", completa Chico.

Rapidamente

Segundo o supervisor da unidade de Tempo e Clima da Funceme, Raul Fritz, a irregularidade nas chuvas no período de Pré-Estação acontecem porque os sistemas meteorológicos se formam rapidamente, de um dia para o outro. "Podemos observar uma variação na condição meteorológica de sol e céu claro para, repentinamente, uma condição de chuva", explica.

Fonte: Diário do Nordeste

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