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Aos 81 anos

Morre homem que dirigiu papamóvel de João Paulo II em visita ao Recife

Em 09/08/2018 às 12:30
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Severino Macário dos Santos, em reunião de família, no Recife (Foto: Arquivo de família)

A visita do Papa João Paulo II, em 1980, é uma das celebrações religiosas mais importantes da história do Recife. Entre os milhares de anônimos que acompanharam a estada do pontífice, poucos chegaram tão perto quanto Severino Macário dos Santos, escolhido para uma missão: guiar o papamóvel. Nesta quinta-feira (9), parentes e amigos se despedem do motorista, que morreu na quarta-feira (8), em casa, na capital pernambucana.

Macário tinha 81 anos e, segundo a família, estava com câncer na coluna. Morador de Tracunhaém, na Zona da Mata do estado, voltou ao residir no Recife para facilitar o tratamento da doença, descoberta há nove meses.

Frequentador de uma igreja evangélica, ele recebe homenagens em um templo Batista na Zona Oeste do Recife. O enterro está marcado para a tarde, no Cemitério do Pacheco, no bairro de Tejipió, na mesma região.

Quase quatro décadas depois daquele dia 7 de julho, a neta de Severino Macário, a jornalista Ana Macário, lembra das histórias contadas pelo homem que acompanhou a principal autoridade da Igreja Católica por algumas horas. “Ele foi abençoado por João Paulo II e ganhou duas medalhas. Infelizmente, essas recordações se perderam com o tempo”, contou.

Ao longo da vida, Ana se acostumou com a história contada pelo motorista do Papamóvel no Recife. Orgulhosa, ela diz que o avô fazia questão de ressaltar a importância da missão. “Ele dirigia ônibus elétricos, na Companhia de Transportes Urbanos (CTU), que já não existe mais. Apenas 30 homens foram escolhidos para o primeiro treinamento e meu avô era um deles”, relembrou.

Depois do primeiro período de testes, Macário, escolhido por ser profissional exemplar e pontual, passou para a segunda etapa do treinamento.

“Eram cinco homens que não sabiam o que aconteceria, por causa das medidas de segurança adotadas. Meu avô só soube que iria dirigir para o papa no dia da visita”, disse.

Ana Macário lembra, ainda, que o avô falava com satisfação sobre a data tão especial. “Ele sempre falava sobre a emoção vivenciada naqueles momentos. O cortejo saiu da base aérea e seguiu até o Centro do Recife. Ele dizia que foram momentos de muita alegria”, acrescentou.

A neta do motorista do Papamóvel conta que Severino Macário levou uma vida de dedicação à família. Teve 12 filhos, registrou três netos e adotou uma criança “Ele ficou com a minha avó até a morte dela, nos anos 80. Em 1988, casou de novo”, disse a jornalista.

Visita

Severino Macário foi citado em reportagens de jornal da época da visita. Uma das matérias relata que o motorista que conduziu a comitiva ganhou um abraço de João Paulo II.

No Recife, o polonês Karol Wojtila, nome de batismo do papa, se encontrou com o então arcebispo de Olinda e Recife, dom Helder Câmara. De acordo com noticiário da época, cerca de 500 mil pessoas acompanharam o cortejo e a missa campal realizada no bairro da Ilha Joana Bezerra, no Centro.

João Paulo II ficou no Brasil durante 12 dias. Ele foi o primeiro papa a visitar o Brasil, esteve em 13 cidades ganhou o título de “João de Deus”.

Fonte: G1 PE

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