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5º mês de saldo positivo

Ceará cria 10,3 mil empregos no ano; 2º maior do Nordeste

Em 23/08/2018 às 06:50
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Setor de serviços no Ceará foi destaque na geração de vagas de trabalho formal em julho deste ano, com 920 postos (Foto: Reprodução)

Após um saldo positivo de 725 vagas de trabalho registrado em junho deste ano, o Ceará segue pelo quinto mês seguido no azul quanto a geração de postos formais em julho deste ano. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem (22) pelo Ministério do Trabalho, foram 794 vagas. Com o resultado, no ano, o Estado acumula saldo positivo de 10.387 postos e, em 12 meses, 18.711.

Entre os estados do Nordeste, o Ceará teve, no sétimo mês do ano, o quinto maior saldo de vagas de trabalho formal em números absolutos, atrás do Maranhão (1.853); Bahia (1.672); Paraíba (1.353) e Alagoas, com saldo positivo de 1.134 postos. Quando levado em consideração o acumulado do ano, o Estado pula para a segunda posição, atrás apenas da Bahia, que de janeiro a junho conta com saldo positivo de 23.545 vagas. No País, a unidade da federação é a 13ª em saldo de vagas.



O saldo de 794 vagas de emprego decorre de 30.410 admissões e 29.616 desligamentos no período. Apesar do número novamente em patamar positivo, a situação do mercado de trabalho continua aquém do esperado para este ano, o que reflete na precarização do emprego. De acordo com o analista de Mercado de Trabalho do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Erle Mesquita, o cenário econômico e político ainda é de incerteza, o que dificulta a retomada sólida do emprego.

"Provavelmente, nós vamos encerrar o ano de 2018 com um saldo positivo, mas ainda há uma incerteza muito grande, o que dificulta muito a retomada do emprego. As pessoas que perdem o emprego têm medo e compra e isso impacta negativamente o comércio", avalia Erle Mesquita. Segundo os dados do Caged, o comércio foi o setor no Estado que mais sofreu em julho, com saldo negativo de 709 vagas de trabalho (-0,28%), seguido pela administração pública, com 270 postos formais a menos (-0,53%). Na outra ponta da tabela, o principal responsável por impulsionar o saldo de vagas de trabalho em junho deste ano foi o setor de serviços, com 920 vagas (0,19%).

Mesquita lembra que o mês de férias é um dos mais prósperos do ano para o Estado na atração de turistas domésticos e estrangeiros. Prova da forte influência do turismo nos números é que um dos principais subsetores dentro dos serviços que alavancaram o resultado foi o de serviços de alojamento e alimentação, com 690 postos no mercado de trabalho formal. "Tivemos esse incremento por ter sido um período sazonal com a alta estação. Também destacam-se a prestação de serviços médicos".

Outros segmentos

Outros destaques nos dados de julho no Estado ficaram por conta dos saldos positivos no setor da construção civil, com 331 vagas (0,46%), e na agropecuária, com 262 postos (1,17%) de trabalho formal. Também tiveram saldo positivo os Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP), que são os empregos voltados à prestação de serviços básicos como em companhia de água, luz e etc. O setor apresentou saldo positivo de 185 vagas formais em julho deste ano, variação de 2,14%. A indústria de transformação e a extrativa mineral participaram com saldos positivos de 29 e 46 vagas, respectivamente.

Municípios

Entre os municípios cearenses, o resultado positivo mais expressivo ficou por conta do Eusébio, com 493 vagas, seguido por Maracanaú (381); Itapipoca (227); Granja (131) e Caucaia, com saldo de 122 vagas. Na avaliação do analista de Mercado de Trabalho do IDT, apesar do alto índice de desemprego, a geração de postos de trabalho ainda é bastante concentrada na região metropolitana, o que provoca um processo migratório e impacta em uma série de fatores. Em Fortaleza, o saldo ficou em -243 vagas, dado que decorre de 17,5 mil admissões e 17,8 mil desligamentos em julho.

"Com esse processo migratório aumenta a concentração populacional, cresce a demanda por serviços como saneamento, educação e transporte, então há uma sobrecarga. Isso acaba afetando outras políticas públicas. Um desafio para o poder público é olhar tanto para essas áreas que estão atraindo esse fluxo como para as áreas das quais essas pessoas estão saindo pela falta de oportunidade", explica.

Nacional

No Brasil, o saldo de vagas de trabalho ficou positivo em 47.319 no mês de julho (o melhor em seis anos), número que representa uma pequena variação de 0,12% em relação ao estoque de empregos do mês anterior. O número decorre de 1.219.187 admissões e 1.171.868 desligamentos.

No ano, o País acumula 448.263 postos de trabalho formal, uma variação de 1,18% na comparação com o estoque no fim de 2017. Na comparação em 12 meses, de acordo com os dados do Caged, o acréscimo chega a 286.121 vagas formais (0,75%). Foi observada expansão do emprego formal em seis dos oito setores econômicos, com destaque para a agropecuária (17.455) e para o setor de serviços (14.548).

Fonte: Diário do Nordeste

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