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Inquietação da sociedade

Cearense aponta área da Saúde como maior prioridade atual, segundo Ibope

Em 18/08/2018 às 08:40
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Saúde preocupa mais que Segurança no Ceará (Foto: Reprodução/Internet)

O problema que mais aflige a mulheres e homens cearenses, de todas as idades e escolaridade, na Capital e no Interior, segundo pesquisa feita pelo Ibope, desta semana, é o da Saúde. 73% dos entrevistados apontaram-na como um dos "maiores problemas", bem mais preocupante que o da Segurança, apontada por 54% dos abordados pelos pesquisadores.

No Governo passado, de Cid Gomes (PDT), a promessa era de fazer da Saúde o melhor serviço público do Estado, com a construção de hospitais regionais, policlínicas e outros equipamentos. Parte das obras planejadas realmente foi concluída.



O atendimento, porém, deixa muito a desejar. O governador Camilo Santana (PT), não admite a dificuldade na extensão apontada, embora reconheça dificuldades pontuais, como a falta de profissionais especializados em alguns dos equipamentos próprios no Interior, onde, realmente, os serviços foram estendidos, embora não na extensão reclamada, sobretudo nos centros populacionais de menos densidade, obrigando deslocamentos de pacientes carentes a cidades polos, assim como para a própria Capital, onde sempre há filas intermináveis, causando demoras no atendimento.

A tendência é de agravamento. Os recursos estão ficando mais escassos, embora o Estado cumpra a obrigação constitucional de investir, na área, o percentual de 12% do seu Orçamento. Os recursos do Sistema Único de Saúde não são suficientes para o custeio dos serviços reclamados pela população, sempre crescente, por razões várias, principalmente em face dos preços cobrados pelos planos de saúde, obrigando a migração de pacientes para o serviço público.

A rede hospitalar e ambulatorial do Ceará cresceu bem menos, nos últimos anos, em comparação com os anteriores. O grande hospital da Região Metropolitana de Fortaleza, projetado para o Município de Maracanaú, embora fazendo parte de uma das Parcerias Público Privadas programadas pelo Estado, não saiu do papel.

Ele deveria servir, também, para desafogar o IJF, que, mesmo com sua ampliação em curso, não será suficiente para atender, na sua especialidade, a traumatologia, pacientes de todo o Estado do Ceará, e até da vizinhança.

Drogas

A Segurança, embora deixe apavorada toda a população, informada, constantemente de inúmeros homicídios, latrocínios, roubos, furtos e outros crimes, está em segundo lugar na lista dos problemas mais graves apontados pela população. 54% dos cearenses apontaram-na como a segunda preocupação. A maior parte deles é residente na Capital e Região Metropolitana de Fortaleza. O governador, falando sobre essa questão, ressalta os investimentos e o aumento do contingente policial, vaticinando, inclusive, que ao fim de um segundo mandato, se conquistar, a Segurança como exemplo para o Brasil.

Tomara. Seja ele quem for o próximo governante terá de estancar essa violência que, já agora, de certa forma está aprisionando a sociedade, e deixando em pânico as famílias. Atrelada à Segurança está o problema das drogas. 31% dos entrevistados, na Capital e no Interior, registraram suas preocupações com a disseminação e os efeitos maléficos por elas produzidos. Todas as políticas públicas, quer sejam de repressão ou esclarecimentos dos prejuízos que elas causam, estão sendo insuficientes.

A Educação pública foi citada como problema para um universo de 40% dos cearenses que os pesquisados representavam. Reconheça-se o crescimento que o Estado do Ceará teve, nos últimos anos, na qualidade do ensino básico, ao ponto de ter 77 das suas escolas dentre as 100 melhores do País. Mas a escola pública ainda deixa muito a desejar. Como a Saúde, a escola pública recebeu muitos novos alunos egressos dos colégios privados em razão da queda nas condições econômicas de inúmeras famílias brasileiras em razão das dificuldades econômicas, geradoras de desempregos e de defasagens salariais. É um contingente de pessoas bem mais exigente com a qualidade de ensino.

Fonte: Diário do Nordeste

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