Ceará
Equipamentos culturais
Patrimônio cultural tem manutenção contínua, diz Estado
Compartilhar

Fachada do Espaço Estação, que abriga provisoriamente alguns equipamentos públicos do Estado que estão passando por reformas estruturais nos seus prédios (Foto: Reprodução)

Em 05/09/2018 às 07:00
Publicidade

A tragédia acontecida no Museu Nacional do Rio de Janeiro, no último domingo (2), que destruiu milhões de obras, deixou todo o País sob alerta. No Ceará, especialistas e gestores de equipamentos culturais fundamentais à historiografia do Estado adiantam suas preocupações perante o cenário de descaso em relação a prédios em que tenham moradas bibliotecas, museus e hemerotecas.

O jornalista, historiador e desenhista técnico Miguel Ângelo de Azevedo, o Nirez, administra, em sua casa, o Arquivo Nirez, com um acervo bibliográfico, de discografia (um dos maiores do País) e de outras peças.

Publicidade


Recentemente, o espaço ganhou três novas salas e, atualmente, passa por processo de reorganização. “Pensamos sempre nessa restauração dos materiais. A reforma só começou quando precisei transferir os arquivos para uma exibição e aproveitei a casa. Mudamos toda a instalação elétrica, eliminando o risco de curtos-circuitos. Além disso, trabalhamos na conscientização dos usuários, pois, sem isso, não tem como se conservar nada”, revela.

Críticas

Publicidade


Nirez critica, ainda, a forma como se dá a reforma na Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel, onde 60% do material permanece no espaço, mesmo sob riscos. “Essa obra começou errada porque fecharam a biblioteca antes mesmo de se conseguir a verba. A reforma mesmo, só começou há pouco tempo. Também não respeitam o acervo. É comum se achar jornais rasgados porque o manuseio é mal-feito, e isso prejudica esse importante acervo”, completa.

“Não há nenhum cuidado com esses equipamentos aqui no Ceará. É uma questão histórica e de ignorância por parte do Poder Público. O acervo bibliográfico do Estado, atualmente, está funcionando como pode por causa dos funcionários. Ao longo do tempo, as mudanças para melhor nesse cenário foram bem pequenas”, destaca o diretor da Biblioteca e Arquivo do Instituto do Ceará, Pedro Alberto de Oliveira Silva. Para ele, não há preocupação sobre conservação de materiais históricos.
 
“O que existe é exatamente a perda, a destruição. É um descaso a forma com que são tratados arquivos e isso é totalmente cultural. Hoje em dia, o cidadão nem mesmo lê. E o livro vai sendo colocado em segundo plano, o que não deveria ocorrer, pois ele é um registro importante”, pondera o diretor.

“Se destrói documentos e testemunhos como se eles não fossem fundamentais para a memória cidadã. Registros devem ser preservados da maneira mais cuidadosa possível. É preciso sensibilidade em relação à tradição e respeito ao passado porque o passado é a personalidade de uma nação”, finaliza Pedro Alberto. O Instituto tem 130 anos e conta com 40 sócios.

Fonte: Diário do Nordeste


Compartilhar

Publicidade
Mais do Site Miséria
Publicidade

Enquete
Você ainda usa telefone fixo em casa?

Qual seu sexo?

timelineResultado Parcial
TV Miséria
Humor