Sábado
21 de Outubro de 2017
Publicidade
Publicidade
Sábado, 21 de Outubro de 2017
Publicidade
Publicidade
Fazer o bem, a quem?
Doar brinquedos é fácil; população deve atuar politicamente pelos direitos da criança
Doar brinquedos é fácil; população deve atuar politicamente pelos direitos da criança (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
Em 12/10/2017 às 09:40

Por Felipe Azevedo/ Agência Miséria
 

É inegável que apesar de todas as boas ações que costumamos ver no Dia das Crianças, a data ainda carrega um teor comercial muito forte.  Logistas aguardam o ano inteiro com a esperança de alavancar o número de vendas no dia 12 de outubro. Em Juazeiro, por exemplo, essa é a quarta data no aumento de vendas do comércio.

Mas é razoável refletir se os brinquedos são suficientes às necessidades dos menos favorecidos.É preciso estar atento, no entanto, ao que impossibilita uma criança de ter a infância plena, ou no mínimo, "normal".

Dados por da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no início de junho pela Unicef, apontam mais de 118 mil crianças e adolescentes cearenses entre 4 e 17 anos estão fora da escola. Considerando somente adolescentes entre 15 e 17 anos, são 86 mil sem estudar em todo o estado. Este indicativo representa 17,6% da faixa etária.

Não se indica aqui que no lugar de presentes se distribuam matrículas e carteiras escolares no dia 12. A alfabetização é dever dos estados e municípios, sem que a iniciativa privada por caridade seja a via principal para que estas crianças possam estar em sala de aula. O que se deve observar, no entanto, é como os pequenos indivíduos estão sendo regidos pela sociedade ao longo de todo o ano.

Não é lógico, por exemplo, rechear o carro de brinquedos e distribuir em comunidades carentes no Dia das Crianças, e na manhã seguinte, ao estabelecer a rotina diária, ignorar a presença marginal de um pequeno malabarista que joga bolinhas pro alto em busca de um trocado no semáforo.

A população entre 15 e 16 anos é a mais excluída no Brasil, diz o Pnad. O índice atinge 1,59 milhão (15%) que não estão em sala de aula. No Ceará há ainda 14,4 mil crianças entre 4 e 5 anos e 18 mil na faixa de 6 a 14 anos na mesma condição.

O papel do "cidadão de bem", portanto, não se deve limitar às redes sociais, não se pode encerrar na postagem de uma foto cercado por crianças num momento isolado. Como parte integrante da sociedade, é dever manter a fiscalização alerta, ter compaixão e a delicadeza com o menos favorecidos.

Publicidade
Compartilhe
Comentários
Publicidade
Publicidade
TJ Seguros
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
© ACONTECEU, TÁ NO MISÉRIA
A reprodução total ou parcial de qualquer conteúdo (textos, imagens, infográficos, arquivos em flash, etc) do portal só é permitida com o devido crédito da fonte e, caso não se configure, poderá ser objeto de denúncia tanto nos mecanismos de busca quanto na esfera judicial. Se você possui um blog ou site e deseja estabelecer uma parceria para reproduzir nosso conteúdo, clique aqui.
Desenvolvido por Kleber Ferreira