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Mercado financeiro

Dólar encosta em R$ 4 com consolidação de cenário eleitoral

Em 21/08/2018 às 11:30
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No pregão de ontem, a moeda chegou no maior nível em dois anos e meio, a 3,9577 reais (Foto: Bruno Domingos/Reuters)

O dólar se distanciou do mercado externo e operava em alta, já próximo do patamar de 4 reais nesta terça-feira, após nova pesquisa de intenção de voto mostrar que o candidato à Presidência preferido do mercado, Geraldo Alckmin (PSDB), seguia sem ganhar tração na disputa.

Às 10h40, o dólar avançava 0,63%, a 3,9852 reais na venda, depois de ter encerrado a véspera no maior nível em dois anos e meio, a 3,9577 reais. Na máxima do dia, a moeda americana foi a 3,9921 reais.

“O mercado não considerava até poucos dias atrás um cenário sem Alckmin no segundo turno, mas já começou a precificá-lo. Assim, o dólar tem mesmo que ir para outro patamar”, afirmou o economista da corretora Nova Futura, Pedro Paulo Silveira.

Pesquisa do Ibope divulgada na noite passada revelou que, no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) liderava a corrida pelo Palácio do Planalto com 20% das intenções de voto.

Em seguida, vinham Marina Silva (Rede), com 12%, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 9%, Alckmin com 7%, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), com 4% e o senador Alvaro Dias (Podemos), com 3%.

Alckmin é visto pelo mercado como um político comprometido com reformas que considera importantes para o ajuste fiscal do país.

O Ibope mostrou ainda que, num cenário com a presença de Lula na disputa, ele liderava a pesquisa com 37% das intenções de voto. O temor dos investidores é que o ex-presidente, que está preso desde abril, consiga transferir boa parte dos votos para Haddad, que deve substituí-lo na disputa se sua candidatura ser barrada pela lei da Ficha Limpa.

“O novo patamar do dólar nesse novo cenário é entre 4,20 e 4,50 reais”, afirmou Silveira, acrescentando que o dólar demorou muito para precificar uma mudança de cenário.

Mas há avaliações no mercado que o início da campanha eleitoral na TV e no rádio, marcada para o próximo dia 31, pode mudar o cenário já que Alckmin terá o maior tempo de exposição.

No exterior, o dólar recuava ante uma cesta de moedas e também ante divisas de países emergentes após o presidente Donald Trump, em entrevista à Reuters na véspera, ter criticado a política de aumento de juros do Federal Reserve, banco central norte-americano.

O Banco Central brasileiro realiza nesta sessão leilão de até 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de setembro, no total de 5,255 bilhões de dólares.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Fonte: Reuters

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