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Dólar sobe mais de 1% e ronda R$ 4,16 após pesquisa Datafolha
Em 11/09/2018 às 12:35

Às 11h (horário de Brasília), o dólar avançava 1,73%, para R$ 4,166 (Foto: Reprodução/ Notícias ao Minuto)

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O dólar avança mais de 1% nesta terça-feira (11) com agentes financeiros digerindo os resultados da última pesquisa Datafolha, divulgada na noite de segunda (10).

Às 11h (horário de Brasília), o dólar avançava 1,73%, para R$ 4,166. Na máxima do dia até o momento, chegou a bater R$ 4,17.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas da Bolsa brasileira, perdia 1,72%, a 75.114,68 pontos.

Investidores não reagiram bem ao avanço de candidatos da esquerda. A pesquisa mostrou Ciro Gomes (PDT) em segundo lugar na disputa, com 13% das intenções de voto, ante 10% no levantamento anterior.

Fernando Haddad (PT), que deve ser confirmado como candidato no lugar de Lula nesta tarde, saltou de 4% para 9% e encontra-se tecnicamente empatado em segundo não só com Ciro, mas também com Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede).

O tucano, candidato preferido pelo mercado por ser visto como um nome mais reformista, demonstrou que dominar 44% do tempo de propaganda na TV não foi, até o momento, suficiente para que ele deslanchasse nas pesquisas. As intenções de voto em Alckmin subiram apenas um ponto percentual, de 9% para 10%.

Marina despencou de 16% para 11%.

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, segue na liderança com 24% das intenções de voto -antes tinha 22%. O mercado se frustrou, no entanto, porque esperava que o ataque a faca que o candidato sofreu na última semana poderia dar mais tração à sua candidatura e enfraquecer a esquerda.

"(Mas) é importante esperar uma segunda e até uma terceira pesquisa depois do evento Bolsonaro para confrontá-las, definir uma tendência", ponderou o diretor de operações da Mirae Asset, Pablo Spyer.

Os investidores também monitoravam o cenário externo, onde permanecem as preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que está pronto para impor tarifas sobre praticamente todas as importações chinesas.

Também no front externo, Pequim disse que pedirá à OMC (Organização Mundial do Comércio) na próxima semana permissão para impor sanções aos EUA, alegando o fato de que Washington não observar uma regra em disputa sobre taxas de dumping que a China iniciou em 2013.

No total, o Datafolha ouviu 2.804 eleitores em 197 municípios brasileiros, entre 20 e 21 de agosto, antes do horário eleitoral. A margem de erro para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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