Ceará
Praia de Iracema
Polícia investiga envolvimento de pessoas da alta sociedade na jogatina em um bingo
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Delegado Carlos Teófilo apresentou as apreensões feitas no bingo clandestino (Foto: Reprodução/ CN7)

Em 22/10/2018 às 14:05
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Pessoas de alta sociedade cearense estão sendo investigadas por crimes de prática de jogos de azar. Entre elas, comerciantes, empresários, políticos, profissionais autônomos e até pessoas ligadas ao ramo de comunicação, que frequentavam um bingo clandestino já fechado duas vezes pelas autoridades, a última, na noite de quarta-feira passada (17). Apostas de até R$ 50 mil eram feitas todas as noites em caça-níqueis e outros equipamentos. Chamou a atenção da Polícia o alto valor das apostas bancadas por pessoas de relevante poder aquisitivo.

O bingo funcionava em um prédio na Praia de Iracema, cuja fachada nada remetia ao que acontecia lá dentro. No entanto, havia diversas câmeras de segurança vigiando quem entrava e quem saía, além do movimento da rua. O aparato eletrônico, porém, não evitou que – a partir  da denúncia da família de um apostador – a Polícia mais uma vez “estourasse o local.

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A Polícia não divulga os nomes dos investigados e revela apenas que cinco funcionários foram conduzidos  ao plantão do 2º DP (Aldeota) onde prestaram depoimento e foram liberados.  Também não foi revelada a identidade do homem que comanda a jogatina. O delegado titular do 2º DP, Carlos Teófilo, afirma que o dono do bingo sequer comparecia ao local, mas tinha todas as informações e a movimentação de caixa “on line”. Os funcionários confirmaram tal versão.

Nada menos que 54 máquinas caça-níquel foram encontradas funcionando a pleno vapor no bingo clandestino. Segundo estimativas da Polícia, a cada noite a casa arrecadava em torno de R$ 40 mil, o que totalizava ao fim de cada mês a bagatela aproximada de R$ 1,2 milhão nas apostas.

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Além das máquinas ilegais de apostas, foram apreendidos cadernos com anotações dos jogadores em dívida com o bingo. Essa contabilidade  pode levar a Polícia mais rapidamente aos grandes apostadores, e indiciá-los pela prática da jogatina.

Nos caixas das máquinas, a Polícia apreender R$ 5,4 mil, além de cupons que dariam direito ao sorteado prêmios de Natal e Ano-Novo.

Segunda vez

Esta foi a segunda vez que a mesma casa é alvo da ação da Polícia Civil. Os  altos lucros obtidos nas apostas madrugada adentro levaram o dono do bingo a reabri-lo mesmo após a primeira intervenção das autoridades. O nome dele e dos grandes apostadores estão sendo mantidos em sigilo. A Polícia aprofunda a investigação com uma perícia que será feita em todas as máquinas confiscadas no local.

CN7


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