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Malala ganha obra de Paulo Freire de estudante brasileira
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Quem entregou o presente em mãos à defensora dos direitos humanos das mulheres e do acesso à educação foi a brasileira Luiza Moura, de 15 anos (Foto: Reprodução/ Notícias ao Minuto)

Em 29/11/2017 às 18:20
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A ativista paquistanesa Malala Yousafzai, que em 2015 se tornou a pessoa mais jovem a receber um prêmio Nobel da Paz, acaba de ser presentéada com um exemplar da obra do filósofo e educador brasileiro Paulo Freire, “Pedagogia da Esperança” (1992). Quem entregou o presente em mãos à defensora dos direitos humanos das mulheres e do acesso à educação em uma região dominada pelos talibãs foi a brasileira Luiza Moura, de 15 anos, selecionada pela ONG de Malala para conhecer a paquistanesa em sua passagem pelo México.

A estudante teve contato com o trabalho de Malala cinco anos atrás. Segundo contou ao G1, ela estava em um almoço quando ouviu a história de uma menina do Paquistão que levou um tiro porque queria frequentar a escola. Anos depois, a brasileira e outras garotas, representantes da América Latina no Fundo Malala para o encontro, almoçaram no último mês de setembro com a ativista, que hoje é estudante universitária e foi ao México para dar uma palestra na Cidade do México.

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Na bagagem até o país, além do livro de Paulo Freire, embrulhado para presente, estava a biografia da paquistanesa, "Eu sou Malala” (2013), em busca de um autógrafo da autora. A brasileira foi selecionada através da campanha “Postcards to Malala”, para a qual enviou um cartão-postal em abril.

"Por mais diferentes que fossem as realidades, as histórias que a gente contou tinham certa semelhança: muitas das meninas saíam da escola porque ficavam grávidas. A América do Sul é o único continente em que o número de grávidas adolescentes está aumentando, e não diminuindo", disse a paulistana ao G1.

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Segundo a paulistana, a paquistanesa de 20 anos luta pelas mesmas coisas que ela: que as pessoas tenham um direito básico à educação. “Se ela, que ganhou o Nobel da Paz, luta pelas mesmas coisas que eu luto, eu tenho esperança de que as minhas lutas tenham algum sentido."

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